• Dr Caio Catalani

Fatores que agravam os sintomas das alergias em cães e gatos




O tratamento das alergias em animais é sempre desafiador para o alergista veterinário. O controle dos sintomas muitas vezes é prejudicado diante de determinados fatores ou situações que podem fazer com que a alergia se manifeste de forma mais grave. Aqui estão alguns deles:

  1. A quantidade de alérgenos com os quais o animal esteja em contato. Por exemplo, animais alérgicos à pólens exibem piora dos sintomas nas épocas do ano em que sua quantidade no ambiente seja mais elevada;

  2. A associação de outras alergias. É típico que um animal que sofre de uma alergia tenha outras alergias ao mesmo tempo. Por exemplo, se é alérgico ao pólen é possível, e até provável que também o seja a algum alimento;

  3. Irritantes. No caso das alergias que acometem a pele, alguns produtos como lãs, tecidos sintéticos ou ásperos, carpetes, tapetes, agentes de limpeza ambiental ou de roupas, irritantes químicos ou aqueles presentes na superfície de plantas ou gramas podem provocar irritação mecânica ou modificar o pH da pele (cuidado com xampús de uso humano!!!) piorando os sintomas da alergia. No caso de alergias respiratórias, a fumaça é um importante irritante das vias aéreas levando a piora dos quadros de rinite ou asma também nos animais.

  4. Associação de outras doenças. Outros problemas de saúde, como algumas doenças hormonais ou sistêmicas (doenças hepáticas, por exemplo), podem fazer com que os animais alérgicos se cocem ainda mais.

  5. Infecções associadas. A maioria das doenças alérgicas ocorrem em associação a outras disfunções do organismo que muitas vezes favorecem que ocorram infecções por bactérias, fungos ou vírus. É assim com as doenças alérgicas respiratórias, como na asma felina, em que o risco de infecções respiratórias é aumentado nestes animais, mas especialmente notado nas alergias de pele principalmente na dermatite atópica canina. Nesta doença as infecções causadas por bactérias e fungos (leveduras) são extremamente frequente e recorrentes. Esta associação é responsável por aumentar em muito a intensidade da coceira, por exemplo.

  6. Fatores ambientais externos. Mudanças das condições do tempo e temperatura, especialmente o calor em excesso, frequentemente intensificam os sintomas da alergia, especialmente a coceira.

  7. Alterações comportamentais. Distúrbios de ansiedade e atos compulsivos (TOCs) por si só podem se manifestar através do ato de coçar. Adicionalmente, o estresse leva a liberação de substâncias (neuropeptídeos) por fibras nervosas da pele que colaboram para a iniciação ou a perpetuação dos sintomas relacionados à doença. Cabe ao veterinário diferenciar o verdadeiro prurido (coceira) sensorial do prurido psicogênico, já que dependem de tratamentos diferentes.

Alguns dos fatores citados são facilmente identificados pelo próprio tutor, como a relação da piora clínica com a temperatura do ambiente. Outros precisam da atenção do veterinário como determinar a associação de outras doenças ou mesmo de outras alergias, por exemplo.

Portanto, se você é tutor de um animal alérgico é preciso ter em mente que crises podem ser deflagradas ou agravadas por fatores não diretamente ligados a alergia em si, mas sim em função dos fatores citados. Por isso é importante que com base nestas informações o tutor aguce sua percepção em relação aos eventos em que seu animal piora para levar a informação precisa para que o veterinário possa manejar melhor o seu paciente.

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